As pessoas precisam acreditar novamente no pecado

As pessoas precisam acreditar novamente no pecado

“A consciência pós-moderna não aceita a reprovação moral…”

Devemos entender e responder às preocupações sobre o pecado que não influenciaram os cristãos mais sábios do passado. Eles não imaginavam que o ambiente mais apropriado para inquirir sobre as causas da maldade humana seria no departamento de psicologia ou sociologia da Universidade local, afetando as diversas esferas da humanidade. Eu lhes darei alguns exemplos:

  • Política: injustiça social, sistemas opressivos, impunidade e corrupção legalizadas, tirania e despotismo, nepotismo e a perda da liberdade básica em países que adotam a lei islâmica (sharia), dinastias familiares e assim por diante.
  • Sociedade e cultura: Secularismo, racismo, discriminação e preconceito, vícios, criminalidade, imoralidade, sensualidade, valores em erosão (comunidade, família, vida), escravidão de mulheres e crianças, racismo institucionalizado, obscenidade na mídia e no entretenimento, epidemias (como AIDS),urbanização desproporcional, favelização, violência social e outros pecados culturalmente penetrantes.
  • Religião: relativismo, idolatria, adoração satânica, sincretismo, ocultismo, espiritismo, bruxaria, formalismo, legalismo, seitas diversas, evangelho da prosperidade.
  • Economia: pobreza massificada, exploração (escravos), trabalho injusto, usura, inveja, mesquinhez, trabalho infantil, hiperconsumismo, materialismo exacerbado, mídia e sociedade orientadas pelas leis de mercado, falta de censura, ideologias influenciadas pela elite. O custo anual da corrupção chega a 10 trilhões: financiamento de crimes = $3 trilhões; armamento militar = $2 trilhões; fraudes financeiras = $932 bilhões; jogos de azar = $815 bilhões; crime organizado = $750 bilhões; desperdício alimentar = $400 bilhões; tabagismo = $250 bilhões; sonegação de impostos = $250 bilhões; drogas ilegais = $200 bilhões; roubos = $100 bilhões.
  • Educação: filosofia humanista e secularizada, racionalismo, catecismos coercivos, influenciados pelas leis do mercado, crise de autoridade, violência estudantil, pressões contra os bons estudantes (nerds), busca pelo sucesso material a qualquer custo, conquistas sexuais, entrada para as drogas, aumento do bullying, pressão das redes e identidade dos grupos sociais e tribos.
  • Ecologia: Desmatamento acelerado, camada de ozônio danificada, envenenamento atmosférico, poluição do meio-ambiente, depreciação dos recursos naturais, desastres naturais amplificados pela poluição, falta de planejamento, despreparo das autoridades públicas e pobreza social. Muitos cientistas concordam que no ritmo de autodestruição e decadência, no atual modelo de civilização, o planeta terra não sobreviverá mais de 200-300 anos.

Os tentáculos do pecado estão entrelaçados com a maioria de tudo aquilo que está errado no mundo, inclusive distúrbios de nascimento, doenças tropicais, acidentes no trânsito, poluição nos rios e mares, males sociais e terríveis organizações de traficantes. O mal é demoníaco. O mal estrutural é um sistema, um padrão de opinião ou as atividades em uma organização em uma cultura, que dificulta ou se opõe ao avanço do reino de Deus neste mundo. Há estruturas malignas por trás da visão do mundo.

Quando a palavra mundo é usada num sentido negativo nas Escrituras, ela quer dizer geralmente o sistema estrutural total, corporativo sob o controle satânico, com todos os seus incentivos de recompensa e restrições de perda, seus padrões de comportamento característicos e as suas estruturas anticristãs, métodos, objetivos e ideologias demoníacas. Ele é substancialmente idêntico ao símbolo bíblico da prostituta Babilônica. A Babilônia do Apocalipse tem ao mesmo tempo características do imperialismo, do capitalismo, do comunismo, socialismo e do neoliberalismo, enfim representa todo tipo de governo. Como a besta de muitas cabeças de Apocalipse 13, o mundo é secretamente compatível funcionando dentro de sistemas que são contraditórios nas nações. Elas se enraizaram nos desumanos sistemas religiosos, sociais, econômicos e políticos mais predominantes na humanidade. Quando o político condenado que deveria passar o resto da vida na cadeia, permanece ainda como presidente da comissão do Senado federal ou deputado estadual mais bem votado; ou o empresário bêbado que dirigia agressivamente assassinou a viúva depois da balada e continua solto por que pagou o advogado caro, nunca será preso e não se arrepende do seu ato; ou milhares de crianças da América Latina, África e Ásia que morrem diariamente de doenças evitáveis por preguiça dos laboratórios ou complacência dos governos, ou um bilhão de favelados nas grandes cidades do mundo, sentem-se como excesso ou lixo da sociedade, você percebe que a humanidade encontra-se sob o domínio do pecado, jaz no maligno. O elemento chave da estrutura diabólica é seu caráter organizacional, sendo um modelo ou uma rede de oposição ao Reino. Tudo isso tem muito a ver com a profundidade do pecado. O pecado é portanto, o principal problema humano.

A consciência pós-moderna não aceita a reprovação moral e levanta suas defesas contra todas as manifestações moralistas e não incentiva a autoanálise que falamos no capítulo anterior. Embora o cristianismo seja verdade, o pecado está fora de moda. Assim é melhor sussurrar ao falar dele. Dizer quer o homem é uma criatura caída e pecaminosa, vivendo num mundo em decadência é um conceito que vai na contramão de grande parte da cultura atual. É importante que recuperemos a consciência da penetração contagiosa e resiliente do pecado.

Rubens Muzio

Rubens Muzio

Rubens Muzio é missionário Sepal, Pastor da Igreja Presbiteriana de Vila Judith, Londrina e coordena o Projeto Brasil 21.
Pastoreou em São Paulo e no Canadá por mais de 10 anos. Leciona disciplinas na área de Teologia Prática: Liderança, Desenvolvimento e Gestão Ministerial, Plantação e Crescimento de Igrejas, Missões Urbanas e Espiritualidade integral.
Visite rubensmuzio.org e saiba mais sobre o missionário e seu projeto.
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Tags: moral, pecado

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