Tailândia – Adriano e Fabiana Araújo (Agosto 2018)

Tailândia – Adriano e Fabiana Araújo (Agosto 2018)

Você conhece alguma pessoa que vive numa busca individual, solitária e sincera tentando negar a existência do próprio ser, anulando o amor, os desejos e as paixões por si e pelos outros, desvalorizando o sofrimento pessoal, as dores, o medo e a velhice, e tendo como objetivo de vida deixar de existir para sempre? Assim como o Buda, esse é o objetivo de muitos monges budistas, todavia, não propriamente o do amigo dos missionários Adriano e Fabiana de Araújo, Deen (nome trocado por quetões de segurança).

Nos últimos 12 meses, Adriano passa 9 horas por semana estudando, pesquisando e se reunindo com um grupo de monges budistas, no curso de mestrado/doutorado em estudos religiosos. Alguns desses monges são tailandeses e outros dos países vizinhos. Dentre eles, está o Deen, 36 anos de idade, que entrou para a vida monástica desde os 8 anos. Ele está sendo requerido para ser o monge responsável por vários monastérios.

O Deen é privilegiado por estudar na melhor faculdade da Tailândia, algo que nunca poderia fazer no seu país, devido as regras políticas e monásticas não o permitirem.

A liberdade, a admiração e a aceitação mútua, fez com que nascesse uma amizade entre os dois. Com esses monges ele conversa sobre vários assuntos desde princípios, família, lutas, teologia, aspirações, sexualidade, além de trocar experiências pessoais de como eles seguem os caminhos do Buda, e de como é sua caminhada com Jesus. Eles têm uma profunda admiração pela devoção do missionário a Cristo, e dizem que ele tem uma prática espiritual que até mesmo o Buda iria se admirar.

Como um monge, o Deen tem que demonstrar um grande autocontrole. Ele não deve ficar sorrindo ou chorar e tem que aniquilar toda a tristeza. Tem que observar 227 leis monásticas que vão desde não falar mentiras à fazer as refeições em horários preestabelecidos; Não deve pedir um copo de água; Não deve cantar ou ouvir música; Não pode receber ou ter dinheiro; O Deen não pode se casar e muito menos encostar em uma pessoa do sexo oposto. Ele tem que renunciar a todos os sentimentos de satisfação e dor.

Algum tempo atrás, para surpresa de Adriano, Deen confessou que não tem o objetivo alcançar o “profundo estado do conhecimento”, e consequentemente a “vitória sobre o sofrimento, a vida e a morte” nesse contínuo processo de negação do seu ser nessa vida. Deen diz que nunca conseguirá alcançar esse estado, nem nessa e nem nas centenas de vidas que segundo o ensino budista, ele deverá reencarnar. O seu atual desejo é apenas viver em paz consigo mesmo e com as pessoas.

Depois de ouvir sobre A Reforma Protestante, e “o caminho largo e o estreito” segundo Mateus 7:13-14, Deen começou a ter muita curiosidade e fazer inúmeras perguntas sobre Deus, a Bíblia e Jesus: “Quem pode ir para o céu? Tem como um budista ir para o céu? ” e “como você, “monge Adriano”, tem certeza de que irá para o céu?”

Depois de ouvir sobre o céu, segundo a Bíblia, e responder sobre outras perguntas mais, Deen confessou que também gostaria de ter uma experiência como a dele. “Se Jesus me aparecesse”, disse ele, “eu creria e o seguiria como você”. Na hora da oração, Deen adicionou: “por favor “monge Adriano”, peça para Jesus aparecer pra mim e me falar que Ele é o caminho verdadeiro para céu… então vou crer e seguí-lo como você!”

Com isso, os missionários gostariam de pedir que você, seu grupo de oração e igreja, os ajude conversando com Jesus (orando), para que na Sua graça e segundo a Sua vontade, assim como Ele se deu a conhecer a Saulo (At.9), Ele possa ser visto e reconhecido pelo Deen.

Outros pedidos de oração e agradecimento

  • Receberam doações e ofertas suficientes para mobiliar a igreja recém iniciada.
  • Os filhos do casal (Davi e Lucas) foram novamente abençoados pela escola com desconto na mensalidade para mais um ano letivo (2018-2019).
  • Foram convidados para iniciar uma extensão da academia de futebol da igreja em outro subdistrito; O Prefeito deu autorização para usarem o campo de futebol da prefeitura gratuitamente.
  • E pelas pessoas que têm ouvido sobre Deus, para que continuem abertas.

Textos: Adriano e Fabiana
Edição: Isabel Amorim
Diagramação: Paulo Ribeiro