Por Comitê de Gestão de Crise

Na realidade, o pico da epidemia é uma informação retrospectiva, ou seja, quando passar e sairmos dele, olharemos para trás e conseguiremos enxergar que ele já passou. Dessa forma é difícil dizer que estamos no pico. No entanto, analisando os dados disponíveis podemos dizer que, tendo por base o Brasil como um todo, continuamos a ter uma tendência de aumento no número de casos novos de infectados a cada semana, ou seja, continuamos subindo no gráfico.

Já, se analisarmos o número de mortes que ocorrem por semana no país devido à COVID-19, percebe-se que estamos em um platô, ou seja, temos mantido aproximadamente a mesma média de número de mortes semanais nas últimas 8 semanas, sempre com alguma discreta variação de semana a semana, mas com aproximadamente a mesma média – apesar de ser observado discreta tendência de aumento do número de mortos na última semana – estamos seguindo em uma linha tendendo a horizontal lá em cima no gráfico.

Fonte: Ministério da Saúde

As regiões estão em momentos completamente desiguais da epidemia. Assim, tendo em vista os diferentes estados, alguns se encontram com tendência à diminuição, outros à estabilidade e ainda outros, aumentando o número de casos. Mas um aspecto positivo é a diminuição do número de casos novos em alguns estados.

Cabe ainda ressaltar que atingir o “pico” da infecção ou estar em um platô são aspectos positivos por um lado, mas nem tanto por outro. O positivo do “pico” ou “platô no pico” é que não há mais a tendência de aumento progressivo no número de casos novos ou de mortes. O aspecto negativo é que esse período é o momento mais crítico vivido até o momento em relação à epidemia – estamos lá em cima no gráfico, mas não estamos descendo.

Pior cenário

Quando utilizamos as informações anteriores para saber como e o rigor com o qual precisamos nos proteger, precisamos entender que esse é o pior cenário até o momento – muita gente circulando com o vírus, muitos casos novos de infectados a cada dia e mortes ocorrendo diariamente.

Prevenção

O distanciamento social, uso de máscaras e higienização frequente das mãos e superfícies, testagem confiável e acessível de todos os casos suspeitos, isolamento restrito de pessoas infectadas e doentes são as medidas mais significativas para a prevenção da progressão da epidemia e ainda temos a grande maioria da população completamente susceptível à infecção.

Uma palavra de encorajamento

Assim, não desanime, mas também não deixe de se cuidar. Em muitos casos, infelizmente a retomada às atividades “normais” da vida cotidiana está ocorrendo por outros motivos e pressões, e não em razão de a epidemia estar melhor controlada ou por estarmos em uma situação mais segura para isso. Então busque sabedoria e discernimento, sabemos que é um tempo muito difícil, mas ainda precisamos ser cuidadosos.